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A suposta suspensão da vacinação no Japão e o "sucesso" da Ivermectina

Imagem: Hiroyuki Nakai/Getty Images


Por Katharina Vilanez

A COVID-19 trouxe muitas dúvidas para o mundo, principalmente sobre o seu tratamento. Há quem acredite até hoje na eficácia do Ivermectina, um remédio que originalmente serve para combater vermes. Com o surgimento do novo Coronavírus, começaram a surgir também fake news a respeito do medicamento e a doença. Uma que chamou bastante atenção das pessoas, foi a divulgação de que o Japão teria parado com a vacinação e controlado a pandemia da COVID-19 apenas com o uso da Ivermectina. 

Isso é falso! ❌ 

Até os dias atuais, não existe nenhum estudo científico que comprove a sua eficácia no combate à COVID-19, apesar de alguns médicos acreditarem no medicamento como tratamento em potencial. Por serem fiéis ao uso da Ivermectina, mesmo sem estudos comprovados, algumas pessoas se recusam a tomar as vacinas criadas para combater o novo Coronavírus. De fato, nenhuma vacina tem 100% de sua eficácia comprovada, porém, estudos revelam que pessoas vacinadas com as duas doses (ou dose única), tem pouquíssimas chances de terem sintomas graves ou serem levadas a óbito. 

Com base em um estudo realizado pelo BUTANTAN em agosto de 2021, 96% das mortes por COVID-19 são de pessoas que não se vacinaram. Mesmo que de forma lenta, os médicos acreditam que a vacinação é o caminho para a diminuição de óbitos pelo Coronavírus. No auge da pandemia, em junho de 2020, os dados apontavam que os idosos com 60 anos ou mais, somavam 77% dos óbitos no Brasil. 

Já com o estudo realizado em julho de 2021, após a vacinação ter sido iniciada para idosos, os dados apontavam para uma queda significativa de óbitos entre pessoas de 60 anos ou mais, somando 45,7%. A vacinação para crianças e adolescentes se tornou um assunto delicado devido às fake news divulgadas na internet. Após o início da vacinação para jovens, alguns casos de óbitos começaram a ser divulgados, onde famílias culpavam a vacina por tal acontecimento. 

Porém, ficou comprovado que as mortes não tiveram relação com a vacinação, e sim com causas adversas, como foi o caso do adolescente que veio a óbito em São Bernardo do Campo (SP), oito dias após tomar a primeira dose da vacina.

A ANVISA atestou que o jovem em questão tinha uma doença autoimune, a Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT), que foi responsável por levá-lo a óbito. A vacinação para crianças e adolescentes é recomendada pelo Ministério da Saúde, visto que, por mais que os jovens somem o menor número de casos graves e óbitos, eles ainda são fortes transmissores do vírus.

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